10 dicas de SEO para melhorar o ranking do seu site no Google

1. Estratégia de keywords: o primeiro passo

Este é um dos primeiros passos a dar no momento de planear uma estratégia de SEO, pois é aqui que definimos o “porquê” de sermos encontrados nos resultados de uma pesquisa.

Mas afinal o que são boas keywords para o meu negócio/site? São expressões relevantes para o conteúdo, que tenham um grande volume de pesquisas e um baixo nível de concorrência. Por exemplo, se está a escrever um artigo sobre dicas de Search Engine Optimization, expressões como “Dicas de SEO” ou “Melhorar ranking no Google” serão boas keywords. Ferramentas online como o MOZ Keyword Explorer ou o Google Keyword Planner são bons aliados no momento de definir uma estratégia de keywords.

Lembra-se que, ao otimizar um site, a qualidade das keywords é sempre mais importante do que a sua quantidade… essas palavras-chave devem representar cerca de 4% do conteúdo total. Poderá (e até deverá) considerar os seguintes locais para incluir expressões-chave:

  1. Títulos;
  2. URL;
  3. Conteúdo;
  4. Meta tags;
  5. Nomes dos ficheiros (como as imagens, ou PDFs) e também respetivas alt texts;
  6. Links para outros artigos/páginas dentro do próprio site.

Dica Extra: Além das palavras-chave, utilize também as suas variantes! Por exemplo, se “Dicas de SEO” faz parte da lista de expressões-chave, incluir outras expressões como “como otimizar websites” ou “melhorar posição no google” ajuda bastante.

2. Conteúdo de qualidade: content is (still) king!

Como já mencionado no artigo “Como Criar um Website Estático, Parte 1: Definição da Estratégia”, uma boa estratégia de conteúdos é fundamental para o sucesso de um negócio com presença digital. Mas muitos perguntarão: porquê? Apresento-vos algumas razões que provam que o Content Marketing é, e sempre será, importante numa estratégia de Marketing Digital:

  1. Permite mostrar conhecimento;
  2. Melhora o posicionamento nos resultados de pesquisa;
  3. Melhora o relacionamento com os clientes;
  4. Aumenta o engagement com a marca;
  5. Aumenta a visibilidade da marca;
  6. Cria seguidores;
  7. Cria partilhas;
  8. Serve como apoio na decisão de compra.

Esses conteúdos podem ser apresentados sob vários formatos, como artigos de blog (como este), newsletters, vídeos, e-books, infográficos, etc… as possibilidades são imensas! Tudo isto irá permitir atrair novos seguidores, abrirá a possibilidade de os reter e mais tarde de converter seguidores em clientes e promotores da marca.

3. Link Building: qualidade acima de quantidade

Link Building é o processo de aquisição de hiperligações a partir de outros sites para o seu. Os motores de busca utilizam essas ligações, para analisar a popularidade do website, e das suas páginas, baseando-se na qualidade das páginas que fazem essas ligações.

Vamos imaginar o seguinte: alguém que não conhece é-lhe apresentado por várias pessoas, e todas elas lhe dizem o mesmo: “Esta é a Ana, e é dona da melhor pizzaria da cidade.”. Provavelmente irá acreditar que a pizzaria da Ana seja realmente boa, porque existem várias pessoas a dizer bem da mesma. Agora imagine que, em vez de várias pessoas aleatórias, é o Chef Gordon Ramsey a dizê-lo… o crédito que atribuiria à pizzaria da Ana seria muito maior, porque agora é alguém com uma grande autoridade na matéria que a recomenda. Funciona da mesma forma para os motores de busca!

Hoje, os algoritmos dos motores de busca atribuem uma grande importância a ligações de sites externos… trata-os como se fossem “indicações de qualidade”. Quanto maior for a autoridade desses sites externos, mais importância essas ligações têm para o Google. É um fator importantíssimo para o bom posicionamento nas páginas de resultados de pesquisa dos motores de busca.

Dica Extra: Links internos entre conteúdos são importantes para manter o engagement entre o visitante e site, fornecendo-lhe mais conteúdo que pode ser importante para a sua pesquisa. Ainda, ajuda o Google a rastrear essas páginas! Por exemplo, quando alguém faz uma pesquisa sobre dicas de SEO, poderá ter interesse em conhecer o Top5 de Pesquisas em dispositivos mobile.

4. Redes Sociais: se não está lá, devia!

O debate sobre a importância das redes sociais para um negócio já nem é uma realidade, porque já todos percebemos que a presença no Facebook, YouTube, Google+, ou outra rede social é indispensável. Mas será que as redes sociais têm impacto no SEO de um site? Bem, sim e não! Confuso? Eu explico!

O algoritmo de ranking de resultados de pesquisa nas páginas do Google (e de outros motores) está constantemente a ser alterado. Em 2014, Matt Cutts, um antigo engenheiro da Google, publicou um vídeo onde respondeu à pergunta “O Facebook e o Twitter fazem parte do algoritmo de ranking do Google?”, e fez algumas considerações que deve saber:

O Google interpreta os sinais dados pelo Facebook, Twitter, e outras redes sociais, da mesma forma como interpreta todos os outros sites, e isto é o mesmo que dizer que aspetos como o número de seguidores de uma página, por exemplo, em nada influenciam o SEO.

No entanto, as redes sociais são uma montra fantástica para distribuir o conteúdo. Quanto mais conteúdo com qualidade for partilhado nas redes sociais, mais partilhas irá receber e mais tráfego irá gerar para o website, influenciando assim o posicionamento nos resultados de pesquisa do Google.

5. Mobile: Responsive design para todos os ecrãs

Em 2016 aconteceu o que se esperava, as pesquisas em dispositivos mobile superaram as que era feitas em desktops. Desde então se percebeu que:

  • Entre 60% a 80% das visitas a websites são oriundas de smartphones e tablets (ainda que os smartphones representem uma grande fatia desse conjunto);
  • É cinco vezes mais provável que os visitantes abandonem uma sessão, se o site não estiver preparado para o mobile;
  • Mais de metade dos utilizadores mobile abandonam um site se este demorar mais do que 3 segundos a ser carregado.

Devido ao facto de grande parte das pesquisas que são feitas hoje, serem feitas a partir de dispositivos móveis, se um website não estiver preparado para esse dispositivo, é bastante provável que acabe por abandona-lo.

Para além de tudo isto, em novembro de 2016, a Google anunciou oficialmente o inicio de uma experimentação do que eles chamam mobile first index. Isto fará com que os resultados de pesquisa apresentados dependam, em primeiro lugar, das versões mobile dos websites, ou seja, todos os que não estiverem preparados para tal sofrerão uma desvalorização no ranking de resultados.

Dica Extra: Pretende saber o que o seu website está de acordo com os critérios da Google? Então visite a Ferramenta de testes de sites para dispositivos móveis da Google.

6. Aumente a velocidade: carregar em menos de 3 segundos é o objetivo!

A pergunta que se tem de fazer é a seguinte: quanto tempo é que as pessoas estarão dispostas a esperar que uma página do seu site abra? Pois, depende do que consideremos como “carregamento rápido de página”… Para que possamos ter uma pequena noção, apresento os resultados do estudo conduzido pelo Geoff Kenyon, da The Moz Blog, para o qual recolheu dados de mais de 100 sites:

  1. Se a página é carregada em 5 segundos, a sua velocidade está acima de, aproximadamente, 25% dos sites da web;
  2. Se a página é carregada em 2,9 segundos, a sua velocidade está acima de, aproximadamente, 50% dos sites da web.
  3. Se a página é carregada em 1,7 segundos, a sua velocidade está acima de, aproximadamente, 75% dos sites da web;
  4. Se a página é carregada em 0,8 segundos, a sua velocidade está acima de, aproximadamente, 94% dos sites da web;

Em 2010, a Google anunciou que a velocidade de carregamento das páginas é um dos sinais que tem em conta para determinar o posicionamento de uma página nos resultados de uma pesquisa. As razões para isso são um pouco óbvias:

  • Páginas rápidas permitem uma melhor experiência de usabilidade para o visitante, aumentando o tempo que ele interage com o site;
  • Sites mais rápidos permitem que os spiders encontrem mais páginas.

Um outro estudo, desta vez conduzido pela Akamai revelou que cerca de 40% dos visitantes desistem de entrar numa página, se esta demorar mais do que 3 segundos para abrir completamente.

Ações como minificar CSS, JavaScript e HTML, otimizar imagens para a web e permitir cache, são bons exemplos do que se pode fazer para melhorar a velocidade de carregamento das páginas.

Dica Extra: Tem um novo site? Então não se esqueça de submeter um sitemap ao Google Search Console. Assim terá a certeza que o Google encontra todas as páginas do seu site.

7. Design: Crie um layout com SEO em mente

Além de ser importante por questões estéticas, o design de um website tem um grande impacto no SEO.

Façamos o seguinte exercício: Lembra-se da pizzaria da Ana, que falamos no ponto 3 (sobre Link Building)? Imagine que está na rua e encontra finalmente a tão famosa pizzaria, aquela que foi recomendada por tantas pessoas, incluíndo o intempestivo Chef Gordon Ramsey. Ao entrar pela porta da pizzaria, repara que não consegue encontrar a recepção, o WC, ou caixa de pagamento. O que acha que irá acontecer? Provavelmente irá embora desapontado com a organização da pizzaria e nunca mais lá irá voltar.

O mesmo acontece com um website, quando este é desorganizado e não está preparado para orientar o visitante quando há uma interação.

Ter um website pensado com o SEO em mente é imprescindível para ter uma baixa taxa de rejeição (percentagem de pessoas que entram num website e abandonam-o logo de seguida, sem qualquer interação) e para potencializar ao máximo a taxa de conversão (percentagem de pessoas que cumprem um objetivo que nós definimos como importantes para o negócio).

Dica Extra: Evite usar websites em Flash e dê prioridade ao HTML. Além de o Flash não ser adaptável a vários ecrãs, não é (de longe…) SEO friendly.

8. Tenha um blog: O Google adora conteúdo fresco!

Quando falamos em Dicas de SEO, é impossível não abordar a ferramenta blog. Continuar a adicionar conteúdo fresco, útil e relevante ao longo do tempo é importante para garantir um bom SEO. Um blog pode ser um poderoso aliado nesta perspetiva.

Sempre que um novo artigo é escrito, o Google encarrega-se de o indexar, o que se transforma em mais um oportunidade de levar tráfego orgânico para o seu website.

Além disso, sempre que está a escrever um novo artigo, está a abrir a possibilidade para que este seja partilhado nas redes sociais, seja pelas suas páginas, seja por qualquer outra pessoa que entenda que o seu conteúdo deva ser partilhado no Facebook, Twitter ou em outra qualquer rede. Isto leva a que consiga atingir uma audiência muito maior.

Encontramos assim o primeiro benefício de ter um blog: ajuda a levar tráfego orgânico para o seu website.

Agora, lembra-se do que abordei no ponto 4 (sobre a captação de leads)? Pois é, ter um blog poderá ajudar a construir uma mailing list. O processo é simples: o visitante chega à sua página de artigo, vê um call-to-action para descarregar algo gratuitamente, preenche um formulário para o envio da oferta e fornece o seu endereço de e-mail. Poderá posteriormente usar esse contacto fornecido para o envio de campanhas e outros artigos.

Ainda, um blog ajuda a estabelecer uma autoridade, ou seja, partilhando informações úteis e relevantes acerca de um dado assunto, estará a mostrar ao mundo, e aos motores de busca, que é uma fonte de conhecimento sobre essa matéria. Desta forma, ganha a confiança dos seus seguidores, levando-os a visitar mais vezes o seu website e assim a probabilidade destes entrarem num processo de compra é consideravelmente maior.

9. Captação de Leads: crie uma lista de emails qualificados

Em Marketing Digital, uma lead é um potencial consumidor que, a dado momento, demonstrou interesse numa marca, num produto ou serviço. E como é que esse interesse foi demonstrado? Através da partilha voluntária de um seu contacto (neste caso, o endereço de email), para o recebimento de uma dada oferta, ou a assinatura de uma newsletter. Esse contacto é posteriormente adicionado a uma mailing list.

Apesar dos emails não terem um impacto direto no ranking nos motores de busca, as campanhas de email marketing, se bem construídas, podem ser um poderoso aliado para o SEO. Estas, podem permitir direcionar conteúdo de qualidade e segmentado aos seus contactos, mantendo o engagement.

Ainda, em 2015, a Google registou uma patente que lhe permitirá fazer o crawl aos emails marcados como “Lixo” ou “SPAM” nas caixas de correio do Gmail. Esta prática poderá fazer com que o ranking dos remetentes de emails constantemente marcados como SPAM, seja prejudicado! No entanto, ainda não é certo que esta prática esteja já a ser usada pela gigante norte-americana.

10. Keep doing it: SEO é um processo!

Acima de tudo, SEO é um comportamento… um processo que deve estar bem oleado e deve ser constantemente acompanhado. Para que os resultados continuem a aparecer, há que haver um trabalho constante de pesquisa de oportunidades, implementação de estratégia, análise de resultados e implementação de melhorias.

Conclusão

Concluindo, ficou clara a ideia do que se trata então o Search Engine Optimization e o que faz um Especialista em SEO. Entendemos ainda o porquê de tais práticas serem tão importantes nos dias de hoje, para qualquer negócio que se queira impor nos mercados competitivos de hoje em dia.

Neste artigo de Dicas de SEO, ficamos também com uma visão global do que deve ser feito para que esteja presente sempre que alguém pesquisar por si nos motores de busca. No contexto de cada uma das 10 dicas de SEO, existem dezenas de sinais que podemos enviar ao Google, e a todos os outros motores de busca, para que eles tenham em conta o seu site no momento de apresentar os resultados de pesquisa.

Agora está na hora de colocar tudo isto em prática. Mãos à obra e bom trabalho!

Ficou com alguma dúvida? Fale comigo!

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